Raphael Zarko, 25 anos, formado há 1 ano em jornalismo pela UFRJ, hoje assessor de Imprensa da FSB Comunicações,fala sobre sua trajetória como jornalista e dá dicas sobre como se fazer um bom release.
Por que escolheu o jornalismo como profissão?
Porque sempre gostei de escrever. Mas, quando comecei a trabalhar reparei que era pouco gostar e saber escrever. O Jornalismo foi uma forma de me aproximar e participar do meio esportivo, pois sempre gostei muito de futebol, mas até hoje nunca trabalhei com isso.
Você gosta de ler?
Gosto, quando pequeno lia muito. Gostava principalmente de folhear dicionários para descobrir o significado de novas palavras. Hoje, inclusive, leio muito por obrigação, por trabalhar com a Editora Sextante, e sobra pouco tempo para ler por prazer.
Fale da sua trajetória como jornalista:
Minha primeira experiência de estágio foi numa assessoria de Imprensa de médio porte chamada JLS Comunicações. Durante este estágio comecei a trabalhar com o JB. Pela manhã eu ficava na assessoria e a tarde no JB na parte de editoria da Cidade.
Depois trabalhei por 6 meses no departamento de assessoria de imprensa da CVRD (Companhia Vale do Rio Doce). Quando então saí para trabalhar na FSB, na Assessoria do Prefeito de Niterói. Hoje ainda na FSB trabalho com o Ministério do Turismo, a Editora Sextantes e o Hotel Pérola de Búzios.
O que a FSB representa para você?
A FSB é uma das mais conceituadas do mercado, e representa, quase tanto quanto a CVRD com um ótimo currículo na área.
Como é o dia a dia de um assessor de Imprensa?
Cada cliente tem uma demanda diferente, mas basicamente nós produzimos release, criamos pautas, sugerimos notas, estamos o tempo inteiro em contato com os jornalistas das redações e, claro, sempre nos mantermos informados sobre o que tem saído na imprensa mesmo que naquele momento aquela notícia não signifique muito para seu cliente. A pior coisa que tem é o assessor não conhecer a mídia para a qual está trabalhando. Digo isso porque se você sugerir uma pauta de turismo para um caderno de viagem que só fala de destinos internacionais não adianta falar sobre um hotel em Búzios, por exemplo, além de você ser ignorado você perde credibilidade com o jornalista.
Fora isso a rotina é de checar e-mails, enviar e-mails, reuniões com o cliente, pensar numa estratégia de comunicação de acordo com a necessidade de cada cliente.
O que motiva e o que desanima?
Motiva quando o assunto é legal, rende boas idéias e oferece liberdade de pautas. Motiva também ser criativo na hora de escrever um release, de pesquisar para fazer uma nota. Desanima quando o produto ou o cliente ao qual vamos divulgar não tem o menor atrativo nem conteúdo, e me faz sentir um vendedor de feira. Claro que quando o cliente é chato, não entende muito do assunto também desanima. Ou quando o jornalista é preguiçoso e/ou incompetente também não ajuda muito, pois bem ou mal depende mais dele.
Você já pensou em mudar de carreira?
De carreira não, mas ainda tenho vontade de voltar para a redação.
Por quê?
Pelas coisas que desanimam em assessoria e por um ideal que o jornalismo se aprende e se faz na redação. O que desanima nisso são os baixos salários, a instabilidade e a falta de liberdade para escrever.
O que diria para um jovem que acaba de entrar para a faculdade de Jornalismo?
A primeira coisa é botar os pés no chão, saber que o glamour que vemos na televisão, por exemplo, é para pouquíssimos e que o poder aparente é muito relativo e que eles se informem muito sobre o que é realmente a profissão. Se ele tiver a oportunidade de visitar uma redação ele pode desanimar, mas ao mesmo tempo pode ver como o clima dentro delas é legal também. Vai depender muito, mais do que em qualquer outra profissão, da vocação para a coisa.
Muita gente não sabe que o jornalista ganha mal, trabalha até tarde, não tem hora para sair, fica no “pescoção” (adiantamento do fechamento da edição de domingo) às sextas-feiras etc. Muita coisa não se aprende na faculdade. Não dá para dimensionar exatamente. Só vivenciando mesmo. E se quiser uma vida um pouco mais normal, as vezes, a assessoria de Imprensa é uma opção.
O que é um release?
Um release é um texto voltado diretamente para o jornalista receber. Tem que atrair aquele que lê já no primeiro parágrafo. É como um lead de um texto jornalístico. As informações mais importantes devem estar claras, concisas e objetivas. Na correria do dia a dia um release bem escrito pode virar 50% da matéria.
Em sua opinião o que é fundamental para se fazer um bom release? Dê algumas dicas.
Primeiro você tem que saber o que vai falar. Quanto mais informado você estiver mais chances você tem de colocar as idéias num release, como em qualquer texto. A dica é você se colocar no lugar do jornalista e pensar quais as dúvidas que ele poderia ter ao ler o release. Respondendo essas perguntas e coloque-as no release.
Através dos anos com os rumos da democracia e da globalização, o mundo mudou, bem como os interesses, as ações e as próprias pessoas, a informação ficou globalizada e nesse mundo novo noticiar se tornou a mais eficaz forma de agir e interagir com ele. As relações com a imprensa passaram a constituir preocupação prioritária na estratégia das instituições, essas se ligam, hoje, mais por teias comunicativas do que por atividades ou ações materiais.
E essa questão entre organizações e imprensa não é novidade, é até coisa antiga de quase um século, e se buscarmos entre profissionais e estudiosos da comunicação chamada empresarial institucional ou organizacional, somos mais ou menos herdeiros de um jornalista americano chamado Ivy Lee. Em 1906 ele inventou a atividade especializada que hoje chamamos de assessoria de imprensa ou assessoria de comunicação.
Ivy Lee abandonou o jornalismo para se “converter” as relações publicas e estabeleceu em Nova York o primeiro escritório de assessoria de comunicação do mundo. Ele o fez para prestar serviços ao homem de negócios mais impopular da época: Jhon Rockfeller. Acusado de aspirar ao monopólio e de mover uma luta sem quartel para aspequenas e médias empresas, Rockefeller personificava o capitalismo selvagem de sua época e não tinha compaixão com ninguém que impedisse seus objetivos. Claro que Ivy Lee escolheu propositalmente Rockefeller exatamente pelo nível de dificuldade que iria enfrentar dada a péssima imagem que ele tinha.
No inicio da nova carreira de Ivy Lee, os grandes capitalistas denunciados e acuados encontram nele o grande caminho para evitar denúncias a partir de uma nova atitude de respeito pela opinião publica. Assumindo Rockefeller como primeiro cliente, o jornalista Ivy Lee percebeu a excelente oportunidade para abrir um novo negócio: prestar assessoria que auxiliasse os empresários a corrigir a imagem que deles fazia a opinião publica. A divulgação era feita de informações favoráveis às empresas, pela imprensa informativa. E assim, criou uma assessoria especializada em fornecer notícias para serem divulgadas jornalisticamente, não como anúncios ou matéria paga mais sim como informação de interesse publica sobre as empresas.
Ivy Lee também ajudou na construção dos princípios profissionais da assessoria de comunicação quando fez em forma de carta aos editores uma declaração que hoje se tornou um documento histórico:
“Este não é um serviço de imprensa secreto, todo nosso trabalho é feito às claras. Pretendemos fazer a divulgação de notícias. Isso não é agenciamento de anúncios. Se acharem que o nosso assunto ficaria melhor na seção comercial, não o usem.
Nosso assunto é exato. Maiores detalhes, sobre qualquer questão serão dados prontamente. E qualquer diretor de jornal interessado será auxiliado com o maior prazer, na verificação direta de qualquer declaração de fato. Em resumo, nosso plano é divulgar prontamente, para o bem das empresas e das instituições publicas, com absoluta franqueza, à imprensa e ao publico dos Estados Unidos, informações relativas a assuntos de valor e interesse para o público.”
Após essa declaração, o sucesso de Ivy Lee foi imediato e fez escola. Lee estabeleceu um conjunto de regras ético-morais, que perduram até os dias de hoje, ele comprometeu-se a fornecer noticias confiáveis e a estar sempre a disposição para esclarecer qualquer duvida dos jornalistas.
Postado por: Gabriel Fernandes Frieiro Grupo de assessoria da com - Elisa,Tatiana,Vitor,Danilo,Vivian,João
A imagem de uma empresa no mercado é tão importante quanto sua saúde financeira. Tanto uma quanto outra podem, em pouco tempo, provocar nada menos do que uma falência. Por isso, as companhias investem em suas imagens quantias equivalentes ao que gastam para obter qualidade nos produtos que oferecem. A tarefa de resguardar e melhorar a imagem pública de uma empresa ou instituição pertence ao profissional de relações públicas, ou RP, como é mais conhecido.
Uma organização não pode mais viver apenas com aquilo que aprendeu da técnica de vendas mediante o método da tentativa e acerto ou erro. Este repertório de conhecimentos continua importante, mas deixou de atender, por si só, às necessidades dos consumidores deste século, altamente informados. É preciso estabelecer um relacionamento duradouro com os públicos de interesse.
Enquanto marketing prende-se estreitamente ao produto e a sua promoção, tendo por foco a marca, Relações Públicas concentra-se na identidade da organização e na sua filosofia comportamental, tendo por foco sua imagem projetada na opinião pública.
Diferentemente do rótulo que muitas pessoas dão aos RPs, de “organizador de festinhas”, o objetivo deste profissional é manter o equilíbrio entre a identidade e a imagem de uma organização, agindo de maneira ética e estratégica.
Este profissional deve ter facilidade em estabelecer contatos, conhecer pessoas e criar vínculos que facilitem seu trabalho. A comunicação interna e externa das organizações torna-se, cada vez mais, assunto para profissionais.
Segundo a presidente do Conselho Regional Dos Profissionais de Relações Públicas , Marta Busnello, ninguém contrata um engenheiro-agrônomo para fazer cirurgias cardíacas, um profissional de administração e marketing para construir um prédio ou um físico nuclear para elaborar o cardápio de um restaurante. Então, qual o motivo para confiar a bem intencionados profissionais, porém sem a devida formação, a delicada tarefa de construir, reforçar ou mesmo recuperar os valores de uma organização ?
Marcas vitoriosas, que ocupam a mente do consumidor-cliente, não surgem do nada. Há muito trabalho por traz da excelência percebida. E muitos desastres aguardando pelos que não valorizam a própria capacidade de comunicar.
Postado por Tatiana Cantoni
Grupo de Assessoria de Comunicação - Tatiana, Elisa, Gabriel, João, Danilo, Vitor e Vivian
Para começar um trabalho qualquer é preciso planejar as atividades futuras para obter bons resultados. Na assessoria de imprensa é imprescindível que haja um planejamento de comunicação social para que as idéias sejam bem estruturadas. Assim como o marketing tem seus planos de estratégias, as relações públicas a sua organização, o assessor tem que avaliar as suas funções antes de começar a trabalhar.
Normalmente essa rotina se divide em três etapas. A primeira analisa osaspectos técnicos, mercadológicos, organizacionais, financeiros e jurídicos para depois assistir a evolução das atividades ao longo de sua implantação, fazendo correção de erros se for preciso. E finalmente a programação das ações de comunicação a serem desenvolvidas pela empresa.
Planejar as estratégias para a assessoria de comunicação é elaborar objetivos definidos com bases técnicas. Muitos pontos são levantados como a sazonalidade, a economia, controles legais e governamentais presença ou ausência de monopólios e fatores de retração no contexto social e econômico. A Partir daí, os assessores começam a agir, analisando a proposta para ver se ocorreram falhas no plano comunicativo. Após essa análise, é feita a adaptação no que foi utilizado em todo o processo, fazendo com que tudo se torne real com a ativação das diversas propostas e esquemas feitos.
A avaliação é o produto final, é o estudo dos resultados. É nela que é visto os resultados do trabalho, para ver se os objetivos propostos feitos pelo plano de comunicação deram certo. Com o planejamento bem feito é possível começar a elaborar estratégias para garantir uma boa assessoria.
Postado por Elisa Amaral
Grupo de Assessoria de Comunicação - Elisa, Gabriel, Tatiana, João, Danilo, Vivian e Vitor
Esse bem que poderia fazer parte da série "releases curiosos". Mas, pensando bem, se não fosse a assessoria, quem saberia que existe um congresso mundial de salsa? (E está na 5ª edição!)
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Olá, bom dia!
Neste último feriado, dia 15 de novembro, o 5º Congresso Mundial de Salsa agitou a cidade de São Paulo. Profissionais de todo Brasil, e do mundo, ministraram workshops de Salsa e outros ritmos latinos (samba, zouk, salsa). As noites foram enriquecidas com bailes e no decorrer do evento aconteceu a final do Brasil Salsa Open que definiu qual casal irá competir mundialmente representando o país.
Texto postado pela aluna Manoela Magalhães Tavares
Escrito por: Roberta Fernandes B. da Silva – ATTB Assessoria
Após a fase de planejamento de divulgação, entra o período do contato direto com a mídia, que define o sucesso do trabalho. Esta semana, enquanto sugeria nota a um jornalista já conhecido, ele me informou que se eu quisesse ver esta mesma nota divulgada nas quatro colunas mais importantes do jornal (todas favoráveis ao cliente em questão), precisaria encaminhá-la, então, às quintas-feiras por volta das 16h, pois é quando os suplementos semanais são fechados. O argumento dele para tal estratégia foi: Mesmo que explore ângulos diferentes da informação, o material não será publicado em um suplemento de final de semana, caso tenha saído durante a semana, por exemplo. Por isso, mais do que objetivar e adequar a informação a cada contato, é preciso entender os sinais enviados pela mídia. Pessoalmente, não havia notado que as notas enviadas para o mailing (em emails individuais) e publicadas no dia seguinte em uma das colunas, não era mais aproveitada por aquele mesmo veículo. O mesmo acontece na hora de distribuir releases. Independente deste ser um material feito de forma generalizada sobre determinados eventos, não adianta distribuí-lo para editorias distintas, por ele priorizar pontos que são interessante apenas à alguns dos contatos. Exemplo. Por mais que uma grife queira ser publicada em uma revista de economia, é desnecessário enviar um release se esta não possui dados relevantes no setor econômico. É preciso ter dados concretos, desde os mais superficiais, sobre o lado da moda em si, como inspiração etc., até os mais importantes, como crescimento econômico, investimentos previstos, exportação; pois são estes que estabelecem o sucesso da instituição no mercado. Para tudo isso funcionar bem, é preciso sempre planejar. A meu ver, tais dados, por exemplo, funcionam mais nos finais e início de ano, quando são feitos os balanços, divulgadas pesquisas e expectativas anuais etc. Por isso, é necessário guiar a informação de maneira que ela encontre um meio termo entre o que a empresa quer que seja visto e as tendências atuais das publicações. Acredito que seja essa busca contínua de equilíbrio o que caracterize o trabalho de uma assessoria. Pois não basta ter informação e contatos fortes. Imprescindível mesmo é saber identificar de que maneira nosso assessorado se torna um conteúdo interessante para cada um dos nossos contatos, valorizando sempre o que há de melhor nele.
Nos últimos anos, tive o prazer de viajar a vários países da Europa Central e da Eurásia como participante do Programa de Palestrantes do Departamento de Estado dos EUA. Nessas viagens, encontrei-me com muitas autoridades de governo e, com base em minha experiência tanto como repórter quanto como porta-voz de várias organizações governamentais dos EUA, prestei assessoria a eles sobre como dirigir uma operação eficaz de relações públicas.
Este livro é uma resposta direta às muitas perguntas que me foram feitas nessas viagens. Ele foi escrito como um tipo de guia de bolso para líderes do governo e assessores de imprensa de órgãos públicos que queiram criar um mecanismo eficaz de comunicação entre a imprensa e o governo. A escolha do material reflete questões levantadas pelos porta-vozes, tanto em termos dos tópicos específicos abordados quanto no nível de detalhes fornecidos.
As questões discutidas aqui certamente não são exclusivas de nenhuma parte do mundo; muitas são as mesmas ou similares às perguntas que me foram feitas nos Estados Unidos e em outros países. Como lidar com a imprensa durante uma situação de emergência? Como elaborar a mensagem que a autoridade de governo para quem eu trabalho quer que as pessoas entendam e aceitem? Como avaliar um pedido de entrevista? Como organizar uma coletiva de imprensa? Como combinar a necessidade da assessoria de imprensa de desenvolver uma estratégia de comunicação de longo prazo com sua responsabilidade de trabalhar com a imprensa diariamente? Até que ponto porta-vozes e jornalistas podem e devem ser amáveis?
Um tópico que este livro não inclui, mas sobre o qual respondi muitas perguntas inesperadas são as "sunshine laws" - ou Lei da Liberdade de Informação que instituiu reuniões abertas à imprensa e ao público - nos Estados Unidos. Para informações sobre esse tema, indico ao leitor o livreto "Transparency in Government" [Transparência no Governo], preparado pelo Escritório de Programas de Informações Internacionais do Departamento de Estado dos EUA. Esse escritório está atualmente trabalhando em outra publicação pequena intitulada "Democracy Paper #10: The Public's Right to Know" [Trabalho sobre Democracia # 10: O Direito do Público de Saber], que deverá estar disponível no final de 2001.
O material deste "guia dos bastidores" também reflete minhas próprias experiências de trabalho nos Estados Unidos. Observei de fora como um governo se comunica, como repórter e colunista cobrindo o governo, e de dentro, como porta-voz do governo trabalhando com jornalistas. Como jornalista, cobri o governo em todos os níveis - do local ao nacional. Como porta-voz do governo, trabalhei com profissionais da imprensa regional, nacional e internacional. E como presidente do Washington Press Club e funcionária de vários grupos executivos do governo, aprendi em primeira mão a importância das organizações profissionais, por meio das quais podemos dividir experiências, problemas e sucessos com nossos colegas.
Por fim, tanto dentro quanto fora dos Estados Unidos, observei o quanto é importante o papel dos jornalistas e porta-vozes do governo em uma sociedade democrática - e como eles podem trabalhar juntos para comunicar informações sobre o governo para os cidadãos e responder às suas preocupações.
Media Training
Publicado por: Cora Aguiar, Pablo Turl, Lara Voges, Renata Carvalho e Rafael Vieiras.
No vídeo é realizada uma simulação em casos críticos (gerenciamento de crise) e como os responsáveis devem se portar diante das câmeras. Nesse caso a simulação foi sobre um acidente. Essa atividade foi realizada pela professora Paula Puhl na aula de Cintia Carvalho, na faculdade ULBRA em 24/10/06.