Nota Oficial
Publicado por: Bruna Stamato
Fonte: http://www.cultura.gov.br/noticias/notas/index.php?p=14217&more=1&c=1&pb=1
Conforme visto no livro de Elisa Kopplin e Luiz Ferraretto (Assessoria de Imprensa: teoria e prática. Porto Alegre: Editora Sagra Luzzatto, 2001), a nota oficial é considerada um tipo de release. Abaixo, exemplo de uma nota oficial do IPHAN, órgão do Ministério da Cultura, postada pela Assessoria de Comunicação Social.
01.03.06
Nota Oficial
Diretor do Departamento de Museus e Centros Culturais do Iphan manifesta-se sobre o ocorrido
O Ministério da Cultura repudia, firmemente, o ato bárbaro e vândalo do roubo de obras de arte pertencentes ao Museu Chácara do Céu e, portanto, bens patrimoniais públicos. O MinC fez gestões junto ao Ministério da Justiça que tomou todas as providências necessárias, como controle de portos, aeroportos e fronteiras do país.
A Interpol já foi acionada e informará a 182 países as características de cada quadro roubado para impedir o tráfico ilegal dessas obras e buscar retomá-las, devolvendo-as ao acervo do Museu, o quanto antes.
Esclarecemos, ainda, que a vigilância do Museu é feita pela empresa Aliança Vigilância e Segurança, contratada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) dentro dos parâmetros legais vigentes, tendo sua atividade controlada pela Polícia Federal.
José do Nascimento Júnior Diretor do Departamento de Museus e Centros Culturais do Iphan
Escrito por Assessoria de Comunicação às 20h41
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Assessor de imprensa é jornalista?
Texto postado por: Manoela Magalhães Tavares
Tribunal Superior do Trabalho decidiu que não é
Lucas Tadeu Ferreira
Assessor de imprensa é jornalista? Segundo os decretos 972/69 e 83.284/79, que regulamentam a profissão de jornalista, sim. Os referidos decretos equiparam, para fins de direitos trabalhistas e enquadramento profissional, as assessorias de imprensa às empresas jornalísticas, e conferem, ainda, todas as prerrogativas legais aos jornalistas assessores de imprensa.
Contudo, o Egrégio Tribunal Superior do Trabalho – TST, a mais alta corte trabalhista do Brasil, decidiu que assessor de imprensa não é jornalista. O TST, ao julgar ação de uma jornalista do estado de São Paulo que trabalhava numa assessoria de imprensa e pretendia usufruir da jornada especial de cinco horas diárias, prevista na legislação que regulamenta a profissão, considerou que as tarefas do assessor de imprensa não se enquadram na descrição das atividades de jornalistas previstas no Artigo 302 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT e no Decreto 972/69. Essa decisão do TST consta do Acórdão 261412, de 22-4-98, foi publicada no Diário de Justiça, de 15-5-98, na página 451, e está disponível no site do Tribunal Superior do Trabalho no endereço: www.tst.gov.br
Fato curioso é que esse Acórdão não teve nenhuma repercussão na mídia até agora, já que pelo menos um terço dos jornalistas das principais cidades do País trabalham como assessores de imprensa, e poderão, no futuro, se defrontar com essa Sentença do TST, quando postularem, em juízo, certos direitos trabalhistas.
A ementa do Acórdão do TST, aprovada por unanimidade pela Terceira Turma do Tribunal, é a seguinte, transcrita literalmente: "Assessor de imprensa. Enquadramento como Jornalista. Assessor de imprensa não exerce atividades típicas de jornalismo, pois o desempenho dessa função não compreende a busca de informações para redação de notícias e artigos, organização, orientação e direção de trabalhos jornalísticos, conforme disciplinado no artigo 302, parágrafo primeiro, da CLT, Decreto-Lei 972/69 e Decreto 83.284/79. Atua como simples divulgador de noticias e mero repassador de informações aos jornalistas, servindo apenas de intermediário entre o seu empregador e a imprensa". Enfim, o debate está colocado na ordem jurídica do dia e na pauta dos assessores de imprensa e demais interessados. Apostem suas fichas e opiniões, senhores!
Lucas Tadeu Ferreira é Mestre em comunicação (UnB) deluca@tba.com.br
Nota da redação do Instituto Gutenberg: O autor preparou uma versão mais completa para o artigo originalmente aqui publicado, cujo título, dado pela redação, era "Assessor de imprensa não é jornalista"
©Instituto Gutenberg Boletim Nº 24 Série eletrônica Janeiro-Fevereiro, 1999
Escrito por Assessoria de Comunicação às 20h32
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Media Training
Fonte: Livro: Media training, organizado por Luciane Lucas, editora Summus editorial.
Publicado por: Cora Aguiar, Pablo Turl, Lara Voges,Renata Carvalho e Rafael Vieiras.
Manual de sobrevivência:
- A chave para obter um bom relacionamento com a imprensa é muni-la de notícias e fatos corretos e concretos.
- Ofereça informações úteis mesmo que sua empresa não esteja sendo focalizada. Plante para o futuro. É importante que os jornalistas tenham acesso permanente e imediato a alguém na empresa.
- Saiba com quem está falando. Prepare-se. Nunca deixe sem resposta questionamento dos jornalistas. Seja didático, ofereça material de apoio. Não perca a oportunidade de propagar fatos e idéias.
- Imprima agilidade e rapidez às respostas. Seja equilibrado nas respostas. Cuidado com a arrogância, o grande inimigo oculto. Em muitos casos é possível reverter pautas negativas.
-Ainda que a imprensa não possa checar suas declarações na hora, a verdade acabará aparecendo. Se uma empresa mente em público, corre o grave risco de ser desmoralizada. Em casos-limite, mantenha o silêncio sobre informações confidenciais.
- Em circunstâncias normais, delegue à sua assessoria a transmissão do conteúdo que não pode ser atribuído a você, como fonte.
- Nunca deixe sem respostas os questionamentos dos jornalistas.
- Não tente impedir a publicação d notícias desagradáveis. O recomendável é dar a melhor explicação possível.
- Não peça para ler a matéria antes da publicação. Sobre ela, não temos qualquer controle. Certifique-se que o jornalista entendeu bem as respostas.
- Não use a sua agência de publicidade para pressionar o editor da redação.
Escrito por Assessoria de Comunicação às 22h22
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Media Training
Media Training
Fonte: Livro: Media training, organizado por Luciane Lucas, editora Summus editorial.
Publicado por: Cora Aguiar, Pablo Turl, Lara Voges e Renata Carvalho.
Sua empresa contratou uma assessoria de imprensa ou montou uma estrutura própria de comunicação. O trabalho de aproximação com a mídia já começou: press releases e pautas estão chegando às redações. Não demora e você se torna fonte, tendo que responder às solicitações de entrevistas, pessoalmente ou por telefone. E agora?
O curso de media training foi criado com esse objetivo: ensinar a falar com mais segurança e objetividade sobre lançamentos de produtos, estratégias comerciais, tendências de mercado e, até mesmo, gerenciar inesperadas crises que envolvam a marca da sua corporação.
O mundo corporativo ainda não acordou para a importância do treinamento de porta-vozes. No Brasil, empresas de todos os portes, nacionais e transnacionais, não elegeram até agora a preparação de seus executivos no trato com a imprensa – o chamado media training – como item estratégico de seu plano de comunicação.
Do lado dos executivos não é diferente. Muitos consideram o media training perda de tempo. Outros acreditam que é suficiente possuir o domínio de determinado assunto para falar com a imprensa. A arte de se relacionar com a mídia consome tempo, exige uma reflexão diária com base na cobertura da mídia e, também, conhecimento dos princípios e componentes que alimentam a indústria da comunicação.
Se a imprensa é uma das melhores vias, ou pelo menos a mais abrangente, é óbvio que precisamos entender o universo dos jornalistas a fim de efetivar esse diálogo de maneira proveitosa para os dois lados. Não se trata de encenar um comportamento, mas buscar o tão falado equilíbrio entre o interesse da empresa e o interesse público, pois este último é o que o jornalista está veiculado. É dessa maneira que a corporação legitima sua credibilidade e garante sua sobrevivência.
Escrito por Assessoria de Comunicação às 00h02
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Assessoria em rádio
Fontes: Jornalistas das rádios Paradiso FM e Mix Rio FM
Publicado por: Glenda Oliveira
A primeira preocupação do assessor em rádio, deve ser o lugar para onde está mandando sua pauta. Ele deve saber se o assunto que quer divulgar tem relevância regional ou nacional, se é mais ou menos popular, para enviar a informação para o local certo. Caso contrário, o produtor não vai dar a devida importância aos e-mails deste profissional.
Outra questão abordada é a relação direta das sugestões de pauta com a falta de tempo nas redações. As redações estão enxutas e cada vez mais uma única pessoa desempenha várias funções. O assessor de uma rádio deve ter isso em mente e sugerir uma pauta com o maior poder de síntese possível. Mesmo recebendo centenas de e-mails de assessorias por dia e só será lido aquilo que realmente interessa e que está resumido
A assessoria de imprensa também deve se preocupar em treinar o entrevistado que sugeriu para atuar de acordo com o perfil da rádio em que será entrevistado. Se o programa for dinâmico, o ideal é que o entrevistado consiga acompanhar o ritmo. No entanto, mesmo que o assessor erre com um produtor em determinado momento, é possível reverter a situação. Em primeiro lugar, é preciso deixar o erro cair no esquecimento. Depois de dar um tempinho, é legal o assessor chegar para o produtor e admitir o erro, para buscar recomeçar a relação do zero.
Vale a pena destacar que o entendimento da função de cada profissional é de extrema importância para que a relação renda bons frutos. Cabe ao produtor saber focar o fato jornalístico. Ou seja, entre todas as pautas sugeridas, temos que filtrar o que é relevante para o nosso público. O assessor de imprensa, por sua vez, tem que estar antenado com os fatos relevantes para a imprensa a fim de encaixar seu produto na mídia. Assim é possível conseguir um bom resultado para os dois lados.
Categoria: Assessoria Comunicação/Imprensa
Escrito por Assessoria de Comunicação às 14h17
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Dicas sobre release
Publicado por: Bruna Stamato
Fonte: KOPPLIN, Elisa; FERRARETTO, Luiz Artur. Assessoria de Imprensa: teoria e prática. Porto Alegre: Editora Sagra Luzzatto, 2001.
Nosso objetivo no blog não é estabelecer regras para Assessoria de Imprensa, mas sim dar algumas informações que possam ser úteis para os estudantes e mesmo para profissionais da área. Aqui vão algumas dicas sobre o release, que é o material de divulgação da assessoria. Ele deve chamar atenção pela qualidade do texto e das informações que contém e é escrito de acordo com a linguagem e critérios jornalísticos.
Alguns tipos de release:
- Padrão: destaca o que e o quem da informação, ou seja, o fato em si e seus personagens. O texto se atém aos principais detalhes do fato.
- Dirigido: o texto é produzido levando em consideração as particularidades de um determinado espaço jornalístico. De modo geral, é distribuído a colunistas.
- Especial: narra um fato em que o assessorado esteja relacionado ou envolvido, mostrando suas causas e as conseqüências. Em geral é produzido a pedido de um veículo de comunicação que não pode cobrir o acontecimento.
- Rádio e Televisão: estes tipos de release são produzidos em situações especiais, como a divulgação de eventos em programas de entrevistas, reportagens e notícias diversas. Lembrando que os textos devem ser redigidos conforme as convenções de cada veículo.
- Convocação: tipo de carta que informa à imprensa a organização da cobertura jornalística de determinado evento. É redigido em papel timbrado, e não em laudas, e usado geralmente com o objetivo de chamar os veículos de comunicação para entrevistas coletivas ou aberturas de eventos.
- Nota Oficial: pode ser enviada a jornais e/ou publicada em matérias pagas. É feita quando há situações críticas que necessitam de um posicionamento definido do assessorado.
Os releases são escritos de acordo com as características específicas de cada veículo. Mas, de um modo geral, os textos devem conter:
- O timbre do assessorado ou da agência de assessoria de imprensa, até para que se diferencie dos outros releases que chegam às redações diariamente.
- Referências para o contato com a assessoria de imprensa: endereço, telefone, e-mail.
- Espaço destinado à colocação do nome do jornalista responsável e de seu registro profissional, informações que valorizam a função.
- Uma lauda de 20 linhas para releases padrão, meia lauda para releases dirigidos e duas a três laudas para releases especiais, e o texto o mais objetivo possível.
- Título com o assunto, de forma a chamar a atenção para o resto do texto.
Categoria: Releases
Escrito por Assessoria de Comunicação às 13h43
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A evolução da assessoria de imprensa na internet
publicado e editado por: Dennys Amaro
O consumidor é cada vez mais exigente e a internet dá a ele “poder de fogo” para atacar uma empresa, sendo razoável ou não. Este é um dos novos desafios aos assessores de imprensa.
É muito importante para as empresas atuais – que enfrentam a agressiva concorrência do mundo globalizado – manter um bom relacionamento com a imprensa. A exposição nos jornais pode ajudar a promover seus produtos e serviços, mas, por outro lado, pode também “arranhar” a imagem da organização. O mesmo vale para instituições e pessoas públicas.
Desta forma, construir e manter uma boa imagem na mídia, além de conquistar o público consumidor, ajuda a fidelizá-lo. O fato é que, hoje, “noticiar se tornou a forma mais eficaz de interferir no mundo e com ele interagir” (DUARTE, 2003, p. 33). O bom relacionamento com a imprensa é então uma ferramenta indispensável para as organizações de qualquer setor. Além disso, é preciso estar sempre monitorando o que se publica sobre a empresa para estabelecer as futuras estratégias.
O serviço de assessoria de imprensa é hoje um amplo campo de trabalho e também está presente na internet, apresentando, contudo, novos desafios aos assessores. O consumidor, como será abordado a seguir, está cada vez mais exigente e encontra na rede um instrumento eficaz para criticar e difamar as empresas abusivas. Há comunidades virtuais criadas especificamente para falar mal de um produto ou empresa, como as diversas “eu odeio a…” espalhadas pelo Orkut. Além disso, um site tem alcance nacional e, após a disseminação de uma informação negativa, fica bem mais difícil estabelecer uma estratégia reativa para reparar o estrago.
Desta forma, estar presente na internet é muito importante para as organizações que precisam manter um contato intenso com o público, já que a interatividade é uma das maiores características desta mídia, além da instantaneidade, que faz com que uma notícia ruim se espalhe imediatamente: “no passado, quando um fato negativo afetava alguém, existia uma grande defasagem de tempo até que o público tomasse conhecimento e o mercado reagisse. Isso acabou” (DUARTE, 2003, p. 367).
Escrito por Assessoria de Comunicação às 12h24
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A evolução da assessoria de imprensa na internet (cont.)
publicado e editado por: Dennys Amaro
O consumidor conectado é mais exigente
Embora sejam muitas as críticas contra a indústria cultural e a informação massificada, as pessoas tornaram-se mais informadas, conscientes, exigentes e nem sempre aceitam tudo aquilo que os meios de comunicação veiculam.
O cidadão contemporâneo sabe que acima de tudo é um consumidor, que raciocina e se comporta de acordo com os padrões capitalistas de sua época. No entanto, ele procura a melhor forma de satisfazer suas necessidades, avaliando as vantagens que as diferentes empresas oferecem para só então cumprir o seu papel na sociedade: consumir.
Assim, as empresas não podem mais ignorar os malefícios de um consumidor insatisfeito. Através da internet, por exemplo, o público exerce importante papel na fiscalização e controle dos produtos e serviços que consome: “consumidores e clientes podem organizar-se em torno de um tema comum, fazerem campanhas [de difamação] online. Podem ainda elogiar ou criticar, em websites específicos, uma organização ou seus produtos” (DUARTE, 2003, p. 348).
Os consumidores têm então um poder inédito, já que sem a internet não era possível se expressarem com tanta liberdade. Hoje, tratar mal um consumidor pode resultar em grandes prejuízos e repercussões imediatas. Conforme reportagem da revista Época publicada no dia 7 de agosto de 2006, o consumidor pode agora promover verdadeiras vinganças online:
Um caso ocorrido nos Estados Unidos que chamou atenção da imprensa norte-americana:
“A discussão [entre um consumidor e um atendente prosseguiu por cinco minutos. Nesse período, Ferrari [o consumidor] pediu 30 vezes para que o serviço fosse cancelado. E desligou sem ser atendido. Seria apenas mais uma história de consumidor insatisfeito não fosse por um detalhe: Ferrari gravou a conversa. E a colocou em seu Blog. Foi o suficiente para desencadear uma pequena revolução entre os consumidores americanos. A gravação se tornou fenômeno na internet. Teve 700 mil acessos em 12 horas […]. O assunto virou notícia no jornal The New York Times e na emissora de TV americana NBC. Menos de 24 horas depois, a AOL mandou uma carta pedindo desculpas a Ferrari. E comunicou que havia demitido o atendente” (VIEIRA, 07/08/06, p. 58).
Complementando, a matéria aborda mais dois casos interessantes:
“O jornalista Jeff Jarvis teve problemas com um laptop da Dell. Ligou para o serviço de assistência técnica mais de dez vezes, mas o problema não foi resolvido. Ele decidiu, então, postar o diálogo com a Dell em seu Blog. O PC foi consertado. Algo mais inusitado aconteceu com o advogado Brian Finkelstein. Ele pediu à empresa de TV a cabo Comcast que trocasse um modem em sua casa. Quando voltou do trabalho, deu de cara com o técnico da empresa dormindo na sala. Em vez de reclamar, Finkelstein filmou tudo e botou o vídeo no YouTube. Em 12 horas, foram 500 mil acessos. A empresa pediu desculpas. E o funcionário pagou caro pela soneca: foi demitido” (VIEIRA, 07/08/06, p. 58).
Embora nem todos os consumidores estejam dispostos a enfrentar grandes empresas, com a internet as iniciativas do gênero podem se tornar uma tendência. Os blogs, fóruns e comunidades virtuais são exemplos de instrumentos eficazes para a disseminação de informações e consolidação da cidadania. Cada pessoa pode adicionar experiências positivas ou negativas com determinadas empresas, criando correntes favoráveis ou contrárias à certos produtos. Temos como exemplo a ascensão do sistema operacional Linux:
Além de se expressar mais livremente, o consumidor contemporâneo também utiliza a rede para obter informações especializadas, adquirindo conhecimentos adicionais sobre aquilo que consome. Infelizmente, muitas empresas ainda violam os direitos do consumidor, devidamente estabelecidos por lei.
Mas a internet tem ajudado muitos consumidores a descobrirem estas falhas legais. Um bom exemplo é o site ABUSAR – Associação Brasileira de Usuários de Acesso Rápido, que instrui os usuários de banda larga a entrarem na justiça para não serem obrigados a contratar um servidor (apresentando, inclusive, processo em andamento e a legislação específica). Desta forma, fica cada vez mais difícil se aproveitar do desconhecimento do consumidor, persuadindo-o de que a empresa está agindo corretamente quando não está.
A internet estabeleceu então um novo paradigma comunicacional, rompendo a barreira do tempo e do espaço (instantaneidade), alterando o ritmo dos relacionamentos (interatividade), criando novos espaços de convivência (fóruns, chats, comunidades virtuais), modificando hábitos de consumo (e-commerce) e, principalmente, otimizando a circulação de informações.
Por Gelson Souza
Fonte: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/10/27/a-evolucao-da-assessoria-de-imprensa-na-internet/
Escrito por Assessoria de Comunicação às 12h23
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CLIPPING DO COMUNIQUE-SE
A ferramenta de clipping on-line do Comunique-se monitora a mídia para você, em busca de notícias sobre a sua empresa, seus clientes e concorrentes, cotações, rumores... Qualquer tipo de informação que possa gerar impacto em seu negócio é capturado a partir de palavras-chave que você determina.
Em uma interface Web amigável e fácil de navegar, você visualiza os resultados - com as palavras-chave em destaque - e toma decisões mais facilmente. O Monitor Web é uma ferramenta para você acompanhar, de forma global e sem perder tempo, a sua presença na imprensa. Os veículos mais importantes são varridos pelo sistema, mas você ainda tem a possibilidade de inserir fontes específicas que deseja clipar.
Como funciona
Você determina as palavras-chave a serem clipadas e, imediatamente após a inserção de suas expressões, o sistema já começa a apresentar resultados. O relatório de notícias é acessado on-line, com muita praticidade: você pode conferir os resultados por veículo ou data.
Além do relatório diário, o sistema gera um histórico de informações, posicionadas em uma espécie de 'calendário', com textos armazenados, não apenas "on-line", mas no próprio sistema.
Para contratar Solicite uma visita ou ligue para saber mais informações sobre o Monitor Web. Nós podemos adaptar a nossa ferramenta às suas necessidades.
São Paulo: (11) 3897-0855 Rio de Janeiro: (21) 2524-6007 E-mail: comercial@comunique-se.com.br
Categoria: Clipping e Publicações
Escrito por Assessoria de Comunicação às 09h53
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CONDIÇÕES LEGAIS
Publicado por: Patrícia Motta
Fonte: www.direitoacomunicacao.org.br
Lei nº 9610, de 19 de fevereiro de 1998 (trechos)
Título I
Disposições Preliminares
Art. 1º Esta Lei regula os direitos autorais, entendendo-se sob esta denominação os direitos de autor e os que lhes são conexos.
Art. 5º Para os efeitos desta Lei, considera-se: I - publicação - o oferecimento de obra literária, artística ou científica ao conhecimento do público, com o consentimento do autor, ou de qualquer outro titular de direito de autor, por qualquer forma ou processo; II - transmissão ou emissão - a difusão de sons ou de sons e imagens, por meio de ondas radioelétricas; sinais de satélite; fio, cabo ou outro condutor; meios óticos ou qualquer outro processo eletromagnético;
(...)
V - comunicação ao público - ato mediante o qual a obra é colocada ao alcance do público, por qualquer meio ou procedimento e que não consista na distribuição de exemplares; VI - reprodução - a cópia de um ou vários exemplares de uma obra literária, artística ou científica ou de um fonograma, de qualquer forma tangível, incluindo qualquer armazenamento permanente ou temporário por meios eletrônicos ou qualquer outro meio de fixação que venha a ser desenvolvido.
(...)
Capítulo IV
Das Limitações aos Direitos Autorais
Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais: I - a reprodução: a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos
Categoria: Clipping e Publicações
Escrito por Assessoria de Comunicação às 09h39
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QUAIS OS TIPOS DE CLIPPING?
Publicado por: Patrícia Motta
Fontes: Empresas SINO, Clipex e Clipping Service
CLIPPING IMPRESSO
Realizado diariamente nos jornais e revistas do país, o Clipping Impresso tem como base à pesquisa e a seleção das notícias publicadas na mídia, envolvendo tanto a presença de determinada marca como a atuação de suas concorrentes.
O mais tradicional clipping do mercado é feito em cerca de 800 veículos de comunicação de todo o Brasil, incluindo jornais do interior de São Paulo e bairros da capital.
Entregue por mensageiros ou enviado pelo correio, na periodicidade e no endereço indicado pelo cliente, o serviço fornecido em originais ou fotocópias pode ser disponibilizado em papel timbrado, com informações complementares como: editora, seção, coluna, centimetragem, valor da matéria, página, etc.
CLIPPING DE PRODUTO
O Sistema de Clipping de Internet pesquisa as notícias de interesse do cliente. A busca é feita por uma ou mais palavras-chaves que identificam a empresa, o produto ou o nome de quem se deseja pesquisar. O resultado da pesquisa é revisado por um profissional qualificado que prepara e envia o clipping por e-mail.
CLIPPING SETORIAL
Esta modalidade inclui um conjunto maior de notícias, uma vez que abrange diversos produtos e empresas de um mesmo setor ou segmento de mercado.
CLIPPING SETORIAL CLASSIFICADO
Este clipping vem com as notícias classificadas e agrupadas segundo critério definido pelo cliente. Por exemplo, notícias da empresa, da concorrência e do mercado vêm separadas de forma a facilitar a leitura.
CLIPPING RETROATIVO
Com um banco de dados com mais de 6 milhões de notícias, pode-se preparar um clipping com notícias antigas que, muitas vezes, nem estão mais na Internet.
CLIPPING PDF
O Clipping PDF é o produto ideal para as empresas que desejam preservar a integridade de seu clipping diário mesmo em formato eletrônico, garantindo a aparência original das matérias e documentos, seja na visualização na tela do computador ou no momento da impressão, em qualquer configuração de equipamentos.
Abreviatura para Portable Document Format, o PDF oferece ainda maior segurança no envio e distribuição de arquivos entre diversos usuários, já que o conteúdo pode ser protegido por senhas que impedem o acesso e alterações no documento. Também permite melhor organização no arquivamento, manuseio e consulta do seu clipping.
CLIPPING DIGITAL O Clipping Digital Imagem é a maneira mais rápida e precisa para receber, diariamente, o material pesquisado, dando a possibilidade de visualização não só do conteúdo da matéria, mas do formato como ela foi publicada na revista, no jornal ou na internet.
Categoria: Clipping e Publicações
Escrito por Assessoria de Comunicação às 09h23
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Release Cultural
IMS -RJ mostra o interior nordestino pela lente do francês Patrick Bogner e a violência urbana segundo a ótica de Anna Kahn
Publicado por: Bruna Stamato
Fonte: Instituto Moreira Salles O Instituto Moreira Salles inaugura em 22 de novembro, no Centro Cultural do Rio de Janeiro, a mostra Luz interior, com trabalhos do fotógrafo francês Patrick Bogner. Natural da Alsácia, Bogner tem explorado a paisagem brasileira, especialmente o sertão nordestino, desde 1987. Derivam dessa interação várias séries, dentre as quais Interiores - Ícones do Cotidiano, e os retratos em preto-e-branco de Romeiros e Anjos. As três estão reunidas na exposição, sendo que as 49 fotografias de Interiores - Ícones do Cotidiano, que retratam o íntimo das habitações locais e seu singelo repertório de objetos do dia-a-dia, passam a fazer parte do acervo do IMS e foram reproduzidas em catálogo a ser lançado simultaneamente à mostra. Em um dos textos de apresentação do catálogo, Rubens Fernandes Junior propõe uma reflexão sobre o olhar de Bogner: "É uma espécie de inventário humano que reproduz com fidelidade a relação de semelhança absoluta entre o objeto e sua imagem. Um mosaico de fragmentos cuja força está na relação que Bogner impõe ao seu trabalho, ou seja, o respeito à dignidade do outro e à intimidade indevassável, não fosse as suas fotografias". Boa parte dessas imagens foi obtida por meio de uma técnica artesanal de reprodução, desenvolvida exclusivamente no ateliê da família Fresson, na França, na qual a utilização de pigmentos de carbono resulta em imagens de intenso cromatismo.
Paralelamente, o Centro Cultural do Rio de Janeiro promove a mostra Encontros na madrugada, com uma série de fotografias que a carioca Anna Kahn fez de locais onde ocorreram mortes provocadas por balas perdidas. As imagens foram registradas pela artista em diferentes viagens feitas ao Brasil durante o período em que ela vivia em Paris. Seu processo de criação foi precedido por um levantamento dos locais e dos casos envolvendo vítimas fatais em lugares públicos - ruas, praças e calçadas. Em seguida, registrou esses locais na solidão da noite. O enredo do ensaio fotográfico tem como cenário o Rio de Janeiro. No texto de apresentação da mostra, intitulado Uma triste poesia, Zuenir Ventura analisa os aspectos por trás da obra da artista: "O que mais impressiona na obra de Anna Kahn é que ela consegue fotografar justamente o que não pode ser fotografado - a ausência, o vazio, o silêncio que quase se ouve e se vê. A desolação". Anna Kahn formou-se em jornalismo pela PUC - RJ e, em seguida, estudou fotografia na School of Visual Arts, em Nova York. Em 1998, como fotógrafa voluntária, acompanhou a organização Médicos Sem Fronteiras. Na Europa, colaborou para revistas e jornais brasileiros e, em 1992, foi premida como Melhor Fotógrafa pela Comissão Européia de Turismo.
Luz Interior - Patrick Bogner Encontros na madrugada - Fotografias de Anna Kahn Exposição: De 23 de novembro a 17 de fevereiro de 2008 Instituto Moreira Salles - Rio de Janeiro Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea; tel.: (0 xx 21) 3284-7400
Também em cartaz na Galeria IMS Unibanco Arteplex - RJ Exposição: De 29 de novembro a 24 de fevereiro de 2008 Praia de Botafogo, 316, lojas D e E; tel.: (0 xx 21) 2559-8750 www.ims.com.br
Informações para a imprensa IMS-SP: Gustavo Garde - (0 xx 11) - 3371-4404/4455 / gustavo.garde@ims.com.br IMS-RJ: (0 xx 21) 3284-7400 |
Categoria: Releases
Escrito por Assessoria de Comunicação às 20h45
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Afinal de contas, quem pauta a imprensa?
Publicado por : Gabriela Mendes
Fonte: http://portalimprensa.uol.com.br/colunistas/colunas/2007/08/13/imprensa34.shtml
Os estudantes de Jornalismo aprendem nas salas de aula que toda reportagem se inicia com uma pauta, um roteiro básico focado em um tema, com informações mais ou menos detalhadas sobre fontes e focos de cobertura, definido pelos veículos em função de sua linha editorial. As reuniões de pauta são "glamourizadas" de tal modo que os futuros profissionais imaginam estar diante de um grupo de jornalistas, solertes e experientes, prontos para um debate profícuo que norteará a cobertura da próxima edição. Para os jovens, sempre há uma reunião de pauta, comandada a partir da redação. Na prática, a boa reportagem começa por aí.
Categoria: Releases
Escrito por Assessoria de Comunicação às 19h07
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Jornalismo off-line
Publicado por: Gabriela Mendes
Fonte: http://portalimprensa.uol.com.br/colunistas/colunas/2007/09/27/imprensa77.shtml
Estamos sem Internet. Desde ontem, às 13h27min, quando chegou o último e-mail em minha caixa de entrada, as redações da revista e portal IMPRENSA estão ilhadas do mundo digital. Absolutamente isoladas. Temos apenas três vias de acesso ao universo: a janela, o telefone e a porta. Há dois dias, entram e saem técnicos da Telefônica, da prestadora de serviços na área de informática e redes, do Departamento de Pesquisa e Tecnologia. Ainda não tentamos pai de santo, benzedeira, pastor ou novena. Por enquanto.
Sem Internet, a redação se transformou. Uns foram embora, voltaram para casa, de onde asseguram estar trabalhando. Outros aproveitam o momento para fazer telefonemas e retirar pendências da frente. A repórter Angélica Pinheiro lê a revista Piauí de setembro. A Karina Padial, a estagiária, escreve uma nota para a próxima edição de IMPRENSA. No departamento de eventos, as meninas se viram como podem. O editor executivo da revista, Pedro Venceslau, fugiu para um cyber café. A Thaís Naldoni, editora do Portal, sobrevive com uma conexão discada a 50,6 kbps. E eu escrevo essa coluna. O que nos consola é que, de certa forma, sabemos que hora ou outra a conexão vai se reestabelecer.
Agora, imagine que a Internet desapareça para sempre. Repito: para sempre. Você conseguiria trabalhar normalmente? Já pensei em propor um desafio para meus colegas de redação: um off-line day, uma espécie de gincana. O objetivo final é fazer jornalismo de qualidade, com informação consistente, reportagens bacanas. Muitos de nós ficamos absolutamente atordoados quando não estamos conectados. É como se a profecia de Marshall MacLuhan, para quem os meios de comunicação são extensões do nosso sistema nervoso central, tivesse se concretizado e, amputados, agonizássemos a ausência de um membro. O mesmo MacLuhan escreveu que "os homens criam as ferramentas, as ferramentas recriam os homens". Pergunto: no que a Internet transformou você, leitor? Num dependente do Google? Num inseguro quanto às informações que você acredita ter certeza estarem corretas, mas não custa nada checar? Num ser que envia e recebe e-mails de suas fontes e contatos, mas nunca procurou se encontrar, pessoalmente, com nenhuma delas, para um almoço? Em alguém que reclama da quantidade de releases que chegam à sua caixa de entrada, mas sequer os lê, procurando uma pauta viável, interessante? Quanto de você online sobrevive off-line?
Tem horas que precisamos chamar o técnico de informática das nossas emoções. Alguns o chamam de analista.
Categoria: Releases
Escrito por Assessoria de Comunicação às 19h03
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Jornal Laboratório
Publicado por: Gabriela Mendes
Que aluno de Jornalismo não quer ajudar a montar um jornal criado na sua própria faculdade?
Crescendo junto, aprendendo no dia a dia como fazer um trabalho que interesse a todos aqueles que pensam futuramente, estar fazendo parte de uma edição famosa.
Nada melhor do que começar aonde você aprende participando.
O Jornal Laboratório é aberto a todos os alunos da FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), independentemente do período que estejam cursando.
O Jornal passou a seguir uma linha editorial definida, com reportagens voltadas para o bairro de Botafogo, onde está localizada a faculdade, mas tem também matérias de comportamento, de serviço, crônicas, resenhas, editoriais etc.
Com a coordenação direta de um professor-editor, o aluno tem a oportunidade de desenvolver as formas de texto jornalístico e participar de todas as etapas de produção – da pauta à impressão.
Circula mensalmente na FACHA, nas escolas de segundo grau e outras instituições de ensino e ainda na comunidade do bairro.
A equipe de produção tem à disposição carro de reportagem, fotógrafo e laboratórios fotográfico e de editoração.
São quatro edições por semestre (oito por ano). Em novembro, a Unidade Méier passou também a produzir o seu próprio Jornal Laboratório, com o nome de JL Méier.
É assim que surgem novos talentos não acham?
Contato: Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA)
http://www.facha.edu.br/
Categoria: Releases
Escrito por Assessoria de Comunicação às 18h15
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Quem quer ser assessor de imprensa?
Postado por: Fernanda Lizardo

Procure uma turma de adolescentes que deseja cursar a faculdade de jornalismo. Agora, pergunte quem deseja trabalhar com assessoria de imprensa.
Não ficaria surpresa caso ninguém levantasse a mão. Todos querem ser a próxima Fátima Bernardes e o próximo William Bonner, mas ninguém quer ser o próximo Ricardo Kotscho.
É muito provável que a profissão de assessor de imprensa tenha ganho ares de "descascador de pepinos profisisonal". Ou seja: aquele que vai tirar uma empresa da lama dando declarações em tempos de crise. Ou então, "fabricante profissional de propagandas particulares": o indivíduo que passa o dia distribuindo releases e plantando notas.
Mas de quem seria a culpa por esta imagem equivocada do profissional de assessoria de imprensa? Talvez o próprio nicho.
Quando se trabalha em uma grande publicação, parte de seu trabalho envolve receber dezenas de e-mails diários vindos dos assessores que oferecem pautas com o mesmo entusiasmo com o qual feirantes oferecem bananas. Laboratórios farmacêuticos, lojas de roupas, siderúrgicas, deputados... Atualmente, qualquer pessoa, física ou jurídica, tem um assessor de imprensa.
Até aí, nada de errado, pois os assessores são bastante necessários no contato "jornalista a jornalista" e facilitam consideravelmente a apuração de qualquer reportagem. O bom assessor sabe exatamente o que o repórter quer e dá as informações precisas, sem enrolação.
O que tem me chocado ultimamente é a maneira como os assessores de imprensa têm sido colocados dentro das empresas. A maioria, infelizmente, é obrigada a passar o dia em frente a um computador - para enviar e-mails a todos os veículos possíveis, contendo mensagens pífias como:
"Olá, amigo jornalista!
O Sr José Ninguém está fazendo uma interessante palestra sobre a
importância dos birutas nos postos de gasolina! Que tal marcarmos uma
entrevista com ele?
Aguardo seu contato! Fulano de tal - Assessoria de Imprensa"
Juro que não estou exagerando na quantidade de pontos de exclamação e nem no teor "amiguinho feliz" da mensagem. É isso mesmo.
E de repente penso que os quatro anos de faculdade de jornalismo serviram apenas para formar um profissional de marketing direto que escreve direitinho (isso quando escreve direitinho).
Já cheguei a receber e-mails de uma assessora informando que sua cliente - uma ex-conhecida cantora cujo nome me recuso a citar - comprou uma bolsa nova em uma lojinha qualquer. E aí pergunto: e eu com isso?
Tudo bem, o assessor só está fazendo seu trabalho. Mas quem teve a brilhante idéia de transformar o nobre assessor de imprensa em propagandista de grife? O pior é que os própios jornalistas não colaboram para evitar a desqualificação da assessoria. Já vi repórteres publicarem releases inteiros, ipsis literis, em revistas. Eles recebem os e-mails dos assessores/marketeiros e os republicam na íntegra, sem trocar uma única vírgula. Não existe construção de texto, não existe pesquisa, não existe apuração. Concluindo: não existe jornalismo.
Parte disso é culpa de nosso mercado escasso e saturado. Já me deparei com ofertas de estágio a estudantes de comunicação que faziam mil exigências ("deve estar cursando no mínimo o 6º período. Boa comunicação. Experiência. Inglês e espanhol desejáveis, etc") e que prometiam mundos e fundos. Só que, na prática, a vaga era para... atendente de telemarketing! Sem querer desmerecer os (às vezes impertinentes) atendentes de telemarketing, mas... De quê adianta estudar jornalismo durante quatro anos e depois passar oito horas por dia falando todos os verbos no gerúndio? É demais para mim.
Emprego não está fácil, mas é preciso honrar os anos dentro da faculdade e respeitar o uso das informações adquiridas em todo esse tempo - colocando-as em prática no lugar certo.
Você pode dizer: "Ah, mas é tudo parte da Comunicação Social". Ok. Então procure um açougueiro quando precisar passar por um processo cirúrgico, afinal, boi, gente, porco... É tudo carne! Não é?!
Escrito por Assessoria de Comunicação às 17h57
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